Um relatório do Ministério das Finanças diz que a subida do IVA afecta em particular os agregados familiares com crianças, com rendimentos intermédios e trabalhadores por conta própria. O estudo data de 2002 e falava sobre a subida do IVA de 17 para 19 por cento.
Os agregados familiares com crianças, com rendimentos intermédios e quem trabalha por contra própria deverão ser os mais prejudicados pelo anunciado aumento do IVA, indica um relatório da Direcção-geral de Estudos e Previsão do Ministério das Finanças.
Por outro lado, os que estão em idade de reforma e os que têm pensões como fonte principal de rendimento deverão ser aqueles que menos vão pagar pela subida deste imposto.
Segundo este relatório, a percentagem da carga fiscal em relação às despesas é maior em agregados com uma criança do que em agregados com uma pessoa com idade superior a 64 anos.
Os casais com poucos filhos são aqueles que têm de aguentar com uma carga fiscal superior, acrescenta este relatório relativo a 2002 e que falava sobre o aumento do IVA de 17 para 19 por cento.
Nesse estudo, dizia-se que essa subida do IVA tinha feito subir a carga fiscal sobre os rendimentos mais baixos de 8,8 para 11,5 por cento, enquanto que nos mais altos a subida era ainda mais alta.