Empregadores, médicos e empregados têm culpa na questão das baixas fraudulentas, uma situação que o governo quer minorar com a aplicação de novas medidas. Quem o diz é o líder da CIP Francisco van Zeller.
O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa considera que o problema das baixas fraudulentas só se resolve se houver a vontade de diversas partes, uma vez que estas são as culpadas da actual situação.
«Muitas vezes, o empregador não se importa que o trabalhador esteja na baixa, o médico, muitas vezes por falta de tempo ou ajuda, não analisa as doenças de uma maneira aprofundada e portanto dá uma baixa com uma margem muito alargada e o empregado muitas vezes não se importa de levar baixas excessivas», indicou Francisco van Zeller à TSF.
O responsável máximo da CIP disse ainda que os patrões quiseram incluir o controlo das baixas no Código do Trabalho, contudo, foram os sindicatos que se opuseram à medida.
Francisco van Zeller recordou que a ideia era que os médicos da empresa pudessem visitar os doentes em casa e interromperem a baixa caso isso se impusesse e que se houvesse fraude a queixa seria apenas feita ao patrão, mas não à Caixa.
«Neste instante, as empresas não têm maneira nenhuma de combater a fraude do excesso de baixa», acrescentou o líder da CIP, no dia em que o Governo se prepara para reforçar a fiscalização às baixas fraudulentas e ao Rendimento Social de Inserção.
O Executivo vai ainda aprovar um programa de combate à fraude e à evasão fiscal na Segurança Social, que passa por um controlo mais apertado às contribuições que são declaradas pelas empresas.