Os sindicatos da Função Pública querem a reabertura das negociações para aumentos salariais, pois o anterior Governo não aceitou qualquer proposta. A Frente Comum insiste que só com um aumento de 5,5 por cento é que não haverá perda do poder de compra.
A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública quer a reabertura das negociações salariais e vai pedir ao actual governo aumentos na ordem dos 5,5 por cento para que não volte a haver perda do poder de compra.
Paulo Trindade justifica o seu pedido com o facto de o anterior executivo liderado por Santana Lopes se ter recusado a aceita qualquer proposta, tendo imposto unilateralmente um aumento de dois por cento.
«A nossa reivindicação era de 5,5 por cento com a garantia que nenhum trabalhador teria aumentos inferiores a 50 euros. Se os aumentos ficarem em dois por cento haverá nova perda de poder de compra dos salários dos trabalhadores», afirmou o sindicalista.
Para tentar a reabertura das negociações, os sindicatos deslocaram-se esta quarta-feira Ministério das Finanças, esperando agora uma resposta positiva do Governo.
«Esperamos que o Governo saiba interpretar o sentido de mudança do voto dos portugueses no dia 20 de Fevereiro», concluiu.