Sobre o impacto na economia portuguesa das «pontes» e feriados, a UGT e a CGTP alertam para os direitos dos trabalhadores, embora esta última central sindical considere que o folga de hoje não faz qualquer sentido. O presidente da CIP também critica esta tolerância de ponte.
Confrontado com as «pontes» e feriados podem atingir um impacto de 1 por cento do PIB em Portugal, a UGT duvida que os custos sejam assim tão elevados. João Proença considera, porém, que a tolerância de ponto devia ser ponderada em devido tempo.
«A questão das pontes em Portugal tem de ser vista com antecipação e tomando medidas que não prejudiquem a economia, mas também que não sejam contra as pessoas», afirmou.
O líder da UGT alertou ainda para a questão de Portugal ter uma das cargas horárias de trabalho maiores da Europa e para o factor de um dia de descanso ser uma mais-valia de motivação para os trabalhadores.
CGTP espera que direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados
Já a CGTP espera que este debate não sirva para colocar em causa, os direitos dos trabalhadores, embora Carvalho da Silva considere que a tolerância de ponto que se vive hoje não tem qualquer razão de ser.
«Esta ponte em concreto, do nosso ponto de vista, pura e simplesmente não se justifica», diz Carvalho da Silva, mencionando o contexto e os desafios que se colocam actualmente em Portugal, como é o caso da abertura tardia do ano lectivo.
«Pode haver situações em que se deve ponderar, mas não é o caso. Acima de tudo é preciso que não se utilize esta questão para tentar eliminar feriados ou datas históricas que devem ser assinaladas no seu dia concreto», acrescentou o líder da CGTP.
Presidente da CIP critica «ponte»
A TSF ouviu também Francisco Van Zeller, presidente da Confederação das Indústrias Portuguesas (CIP), que critica igualmente esta ponte. Na opinião do responsável a folga desta segunda-feira tem custos elevados para as empresas.
«É um mau hábito que dá a impressão que o trabalho é um sacrifício. Os países do Norte da Europa são mais severos do que os do sul e arranjaram a solução de encostar os feriados aos sábados ou aos domingos», adiantou.