Bagão Félix vai substituir o Director-geral dos Impostos. A notícia é avançada pelo «Jornal de Negócios». O novo ministro das Finanças aponta três razões para a medida.
O novo ministro das Finanças apresenta três razões para demitir o Director-geral dos Impostos e Contribuições, Paulo Macedo, nomeado por Manuela Ferreira Leite.
Segundo o diário «Jornal de Negócios», Bagão Félix considera que a remuneração de Paulo Macedo é excessiva, a maneira como foi requisitado não teve a transparência que devia ter tido e, por fim, Bagão Félix não gosta do perfil de Paulo Macedo.
Esta última razão foi, aliás, transmitida a Manuela Ferreira Leite. Paulo Macedo não é a pessoa mais indicada para as funções porque gera antipatias.
A indicação da substituição do actual Director-geral já tinha sido dada por Santana Lopes, quando ainda era apenas primeiro-ministro indigitado. Na altura, Santana avançou que o caso do Director-geral dos Impostos é uma situação excepcional e iria conversar com o futuro ministro das Finanças.
Paulo Macedo e Bagão Félix são conhecidos de longa data e pertencem ao mesmo grupo económico. Quando Bagão Félix foi chamado para o Governo de Durão Barroso foi Macedo quem o substituiu na Médis.
Nomeação polémica
A nomeação de Paulo Macedo, que esteve em funções apenas 2 meses, foi rodeada de grande polémica, em grande parte devido ao salário que iria ser auferido pelo novo director.
Paulo Macedo iria receber um salário equiparado ao vencimento mensal fixo que tinha no Millennium bcp, cerca de 23480 euros, mas também remunerações variáveis pagas no final de cada ano e em função do cumprimento de objectivos.
O 3º director
Desde Abril de 2002, o governo PSD afastou 3 directores-gerais dos impostos e contribuições.
Nunes dos Reis estava há 6 anos na Direcção-geral dos Impostos e Contribuições, nomeado por António Guterres.
A sua substituição ocorreu logo após a chegada de Manuela Ferreira Leite à pasta das Finanças, em Maio de 2002. Como razão para a sua saída foi apontado o facto de Nunes dos Reis ter aceite acções do Benfica como garantia da dividia fiscal do clube.
Em sua substituição entrou Armindo Sousa Ribeiro, antigo Defensor do Contribuinte. Vários desentendimentos com Vasco Valdez, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, acabaram por levar à sua saída , em Abril de 2004.
Paulo Macedo foi o senhor que se seguiu. Esteve no lugar pouco mais de 2 meses.