Os portugueses gastam três vezes mais em comunicações do que em educação, segundo um estudo do INE, que conclui que os investimentos na sociedade de informação aumentaram sete vezes entre 1989 e 2000.
De acordo com o estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado esta segunda-feira pelo «Diário de Notícias», as despesas dos portugueses emcomunicações aumentaram mais de 700 por cento, no período 1989/2000, passando de 69 euros por ano, em média, para 451 euros.
O INE destaca que o grande salto ocorreu em 1995, uma vez que, no espaço de seis anos, as despesas relacionadas com computadores, Internet e telefones registaram uma subida de 1,6 para 3,3 por cento nos consumos familiares.
Em comparação com os restantes países da União Europeia, o peso da sociedade de informação em Portugal - entre seis e 6,5 por cento do PIB- é idêntica à registada na Itália e Irlanda.
Observa ainda o INE que existe um desequilíbrio na distribuição desses gastos, na medida em que são as famílias de maiores rendimentos que consomem bens ligados às novas tecnologias.
Por outro lado, são os homens, estudantes e jovens os principais utilizadores das novas tecnologias, com 29 por cento dos indivíduos com mais de 15 anos a utilizarem regularmente o computador em 2001.
Finalmente, conclui o estudo, as despesas com educação têm menor peso nos investimentos familiares, representando apenas 1,3 por cento do total dos gastos.