Gerhard Schroeder anunciou este sábado que a Grã-Bretanha aceitou promover «a três», com a Alemanha e a França, a iniciativa de crescimento proposta para estes dois países.
Na mini-cimeira entre Gerhard Schroeder, Tony Blair e Jacques Chirac, em Berlim, foram discutidas questões europeias, em que os três líderes defenderam o crescimento económico dos Estados-membros. Chirac defendeu mesmo a possibilidade de se adaptar o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), para manter o crescimento dos Quinze.
«É uma questão de adaptar e respeitar as regras, mas também de ter atenção às necessidades de crescimento. Houve aqui uma convergência de posições entre os três», referiu o presidente francês, numa altura em que França e Alemanha se preparam para ultrapassar mais uma vez o limite de três por cento do défice público, imposto pelo PEC.
Foi ainda pedida uma menor regulamentação à Comissão Europeia, nomeadamente nas medidas «inúteis» que penalizam a indústria europeia. O órgão executivo dos Quinze pretende aprovar nova legislação para a indústria química, para proteger a saúde dos cidadãos e o ambiente, mas Blair, Chirac e Schroeder entendem que há medidas penalizadoras da indústria.
O PEC obriga cada Estado-membro da Zona Euro (de onde a Grã Bretanha não faz parte) a manter o défice público abaixo dos três por cento do Produto Interno Bruto.
Quer a França, quer a Alemanha falharam o cumprimento da meta do déifce em 2002 e vão voltar a passar os três por cento em 2003.
Paris já tinha proposto, uma «flexibilização temporária» do PEC, uma sugestão que acabou por ser rejeitada no Conselho de ministros das Finanças dos Quinze, em Julho.