O défice global do subsector Estado agravou-se 23,7 por cento no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período de 2002, revelou a Direcção-Geral do Orçamento. De acordo com a mesma fonte, a despesa corrente subiu e a receita desceu.
De acordo com a Direcção-Geral do Orçamento, o défice do subsector Estado agravou-se no primeiro semestre deste ano em 23,7 por cento para 3.986,7 milhoes de euros.
Na origem deste saldo está a conjugação de um défice corrente agravado em 30,2 por cento para 2.391,3 milhões de euros e de um défice de capital de 1.595,5 milhões de euros, ou seja, uma deterioração homóloga de 15 por cento.
A receita corrente (14.352,3 milhões de euros) desceu 1,3 por cento devido a uma quebra de 4,0 por cento nos impostos directos (5.450,2 milhões de euros). Em impostos indirectos, contudo, o Estado conseguiu arrecadar mais 0,6 por cento (num total de 7.869,4 milhões de euros).
A despesa corrente, por seu turno, cresceu 2,3 por cento, para 16.743,6 milhões de euros, taxa de crescimento esta que passa para 2,1 por cento na despesa corrente primária - que se situou nos 14.231,7 milhões de euros -, a que não considera os gastos com os juros e outros encargos, os quais baixaram 3,1 por cento para 2.511,9 milhões de euros.