O Tribunal de Contas acusa o Estado português de ter pago aos gestores da Águas de Portugal e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) acima do previsto da lei, entre 1999 e 2001.
Entre 1999 e 2001, o Estado português pagou aos gestores da Águas de Portugal (AdP) e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) acima do previsto da lei.
A acusação, feita esta quarta-feira pelo Tribunal de Contas (TC), consta do relatório de auditoria à remuneração dos gestores públicos e práticas de bom governo das sociedades públicas.
Segundo o TC, as remunerações dos gestores da AdP quase que quintuplicam o previsto na resolução do Conselho de Ministros de 3 de Agosto de 1989.
A título de exemplo, o TC refere que as verbas pagas aos gestores da «holding» pública para o sector da água e gestão de resíduos quase triplicam o salário do Presidente da República, superando-o em 185 por cento.
Relativamento à CGD, acrescenta a mesma fonte, as remunerações dos gestores ultrapassam em 20 por cento o ordenado de Jorge Sampaio.
Face ao previsto na resolução do Conselho de Ministros, o primeiro caso corresponde a um desvio de 380 por cento e o segundo de 150 por cento.
De referir que, para além da AdP e CGD, a auditoria foi feita aos vencimentos dos gestores da ANA e CTT. Estas duas últimas empresas, porém, não foram alvo de acusação.