O primeiro-ministro português entende que o acordo sobre o Tratado Europeu «vira a página na história europeia». José Sócrates confirmou ainda que só depois da assinatura do tratado é que se decidirá como este será ratificado em Portugal.
O primeiro-ministro português considerou que o Tratado Europeu, cujo acordo foi conseguido em Lisboa já na madrugada desta sexta-feira, «vira uma página na história europeia».
À entrada para o último dia da reunião dos Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, José Sócrates explicou que com o Tratado de Lisboa a União fica «mais forte, confiante e preparada» para responder aos desafios que se colocam.
«Já tínhamos a estratégia de Lisboa, agora temos o Tratado de Lisboa», acrescentou Sócrates, que confirmou que a decisão sobre a forma de ratificação do documento em Portugal só será feita após a assinatura do tratado, marcada para 13 de Dezembro, também na capital portuguesa.
«Trataremos disso depois da assinatura, não perdem pela demora, depois de haver tratado decidiremos como o ratificar como aliás todos os países o vão fazer», adiantou.
Neste segundo dia de cimeira, os líderes europeus vão discutir questões da agenda política e económica internacional, como a estratégia no combate às alterações climáticas e a s vias de resposta à crise financeira do mercado hipotecário de alto risco.
Neste derradeiro dia de cimeira, deverão ainda ser abordados temas relativos às relações entre a Europa e a Rússia, nomeadamente no sector da energia, na perspectiva da Cimeira UE-Rússia marcada para sexta-feira, em Mafra.
A análise da situação de tensão na fronteira turco-iraquiana deverá ser outras das questões que deverá ser abordada, dado que a UE está a tentar evitar uma acção das forças de Ancara em território iraquiano com os rebeldes do movimento curdo PKK.