O presidente russo, Vladimir Putin, elogiou esta segunda-feira, a obra do seu antecessor no Kremlin, Boris Ieltsin, afirmando que, graças a ele, «nasceu uma nova Rússia Democrática, um Estado aberto ao mundo».
Numa mensagem transmitida pela televisão, o presidente russo declarou: «Faleceu Boris Nikolaevitch Ieltsin, o primeiro Presidente da Rússia. Com esse título entrou para sempre na história do país e de todo o mundo».
«Morreu um homem graças ao qual teve início toda uma época. Nasceu uma Rússia nova, democrática, que é um Estado livre e aberto ao mundo. Um Estado onde o poder realmente pertence ao povo», acrescentou, afirmando que «a força do primeiro Presidente da Rússia residiu no apoio maciço que as suas ideias e desígnios receberam da parte dos cidadãos do país».
«Graças à vontade e à iniciativa directa de Boris Ieltsin, foi aprovada uma nova Constituição, que proclamou os direitos humanos o valor supremo. Ela abriu às pessoas a possibilidade de exprimir livremente as suas ideias, escolher livremente o poder no país, realizar os seus planos criativos e de iniciativa pessoal», disse Putin.
«Esta Constituição permitiu, pela primeira vez, começar a construção de uma Federação real e eficaz», concluiu o actual dirigente russo, declarou o dia 25 de Abril dia de luto nacional.
Boris Yeltsin será sepultado na próxima quarta-feira no Cemitério do Convento de Novodevitch, em Moscovo, onde estão outros nomes significativos da política, ciência e cultura russa e soviética. É o caso dos escritores russos Anton Tchekhov e Nikolai Gogol.
Antes disso, será realizada uma cerimónia fúnebre na Catedral de Cristo Salvador.
A morte de Boris Yeltsin mereceu igualmente reacções de outros políticos russos, como é o caso do último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbatchev.
Numa declaração difundida minutos depois do anúncio oficial da morte, Gorbatchev descreve Yeltsin como alguém «que carregou nos seus ombros tanto grandes feitos como erros graves para o país».