O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, lembrou esta terça-feira aos dirigentes europeus, a dois dias se reunirem em Bruxelas, que o objectivo de Ancara é a «adesão plena» do país à União Europeia.
«Não aceitaremos nenhuma outra perspectiva senão uma adesão plena», declarou Erdogan, numa intervenção perante o grupo parlamentar da formação política a que pertence, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).
Erdogan sublinhou ainda que espera que a UE não cometa um erro histórico que enfraqueceria as suas próprias fundações, acrescentando que o seu país fez tudo o que lhe foi exigido, nomeadamente a adopção dos critérios de Copenhaga.
Para o primeiro-ministro turco, «cabe agora à UE assumir as suas responsabilidades», na medida em que a Turquia «não deixou nada incompleto sobre a mesa».
Erdogan advertiu ainda que a Turquia, um país muçulmano com mais de 70 milhões de habitantes, não aceitará que lhe sejam impostas «novas condições» para o início das negociações.
Os chefes de Estado e de governo da UE, reunidos quinta e sexta-feira em Bruxelas, deverão dar «luz verde» à abertura de negociações de adesão com a Turquia, mas sujeita a estritas condições e de duração não inferior a uma década.