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Holanda considera legítima proibição imposta por Portugal

 
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda afirmou esta quarta-feira que o Governo português tem o direito de proibir a entrada do chamado «Barco do Aborto» nas águas territoriais portuguesas, com base no Tribunal Europeu de Justiça.

Numa carta dirigida ao parlamento de Haia, Ben Bot sublinha que «o Tribunal Europeu de Justiça deixa ao critério dos estados membros a possibilidade de tomar medidas contra o contornar das leis».

Na sexta-feira, o Governo português proibiu a entrada do navio nas águas territoriais portuguesas, alegando «o respeito pelas leis portuguesas» e por se tratar de uma «questão de saúde pública».

«Neste quadro, Portugal pode legitimamente considerar que a ida do navio não é inocente, e por isso impedi-lo de atracar nos seus portos ou de entrar nas suas águas territoriais», acrescentou o Ministro dos Negócios Estrangeiros holandês.

O navio da associação holandesa «Women on Waves» pretendia promover o debate em torno da despenalização do aborto e, em águas internacionais, disponibilizar a pílula abortiva a mulheres portuguesas que estivessem interessadas em interromper a gravidez até às seis semanas e meia.



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