Ao contrário do que defenderam os norte-americanos depois da guerra no Afeganistão, um instituto internacional vem agora dizer que a Al-Qaeda continua a ser uma instituição extremamente organizada.
O Instituto de Estudos Estratégicos de Londres divulgou um relatório onde indica que o grupo de bin Laden tem nesta altura 18 mil militantes, que estão prontos para responder de imediato a qualquer plano da organização.
Pelo o que adianta o relatório do Instituto, o processo de recrutamento ganhou novo fôlego desde o início da guerra no Iraque.
As finanças da organização respiram saúde, os operacionais têm dado formação a militantes islâmicos em todo o mundo e a liderança de bin Laden está forte como nunca.
Dados suficientes para que o Instituto faça um sério aviso, a Al-Qaeda vai continuar a planear ataques estratégicos nos Estados Unidos e na Europa e está determinada a conseguir obter armas de destruição em massa.
A organização galvanizou-se com a guerra no Iraque, chegou a tremer com o conflito no Afeganistão, mas agora está mais descentralizada abrangendo 60 países. Pelos dados do Instituto, a Al-Qaeda está a exportar o extremismo em larga escala dando todo o tipo de apoio a pequenos grupos na Arábia Saudita, em Marrocos e, possivelmente, na Indonésia e no Quénia.
Os atentados em Madrid a 11 de Março indicam que a Al-Qaeda está agora completamente reorganizada e fez questão de enviar sinais firmes para os Estados Unidos e para os aliados na Europa.