O governo de Ariel Sharon está chocado com as declarações feitas pelo ministro da Justiça israelita, Yosef Lapid, que comparou a situação que se vive no campo de refugiados de Rafah com as atrocidades nazis na Segunda Guerra Mundial.
Yosef Lapid, sobrevivente do holocausto, apelou ao fim das demolições em Rafah, que descreveu como desumanas e que disse recordarem-lhe os tempos vividos durante o regime nazi na Húngria.
«Vi na televisão uma idosa remexendo nos destroços da sua casa em Rafah à procura dos seus medicamentos, e ela lembrou-me da minha avó que foi expulsa da sua casa durante o holocausto», afirmou o ministro numa reunião.
O chefe do governo israelita, Ariel Sharon, visivelmente zangado, classificou as declarações de Yosef Lapid de «inaceitáveis e intoleráveis».
Entretanto, Telavive já fez saber que as operações militares no campo de refugiados de Rafah, onde já foram destruídas 35 casas e dezenas ficaram danificadas, vão continuar.