Segundo a Amnistia Internacional, Londres estava a par das alegadas torturas aos prisioneiros iraquianos desde há um ano. Esta segunda-feira, o ministro britânico da Defesa, Geoff Hoon, fará uma declaração sobre o Iraque na Câmara dos Comuns.
No sábado, Londres afirmou ter recebido em Fevereiro um relatório do Comité Internacional da Cruz Vermelha sobre os maus tratos contra prisioneiros iraquianos.
«Tivemos uma série de reuniões com o governo (britânico) desde há um ano. E agora diz que teve conhecimento destas alegações em Fevereiro», lamentou um porta-voz da Amnistia Internacional (AI).
«O governo britânico tem conhecimento destas alegações de torturas e de um (prisioneiro iraquiano) morto pelas tropas britânicas desde Maio do ano passado», acrescentou o porta-voz.
A AI revela que realizou uma reunião com responsáveis dos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros em Junho do ano passado, tendo enviado um «memorando» em Julho e uma nova carta ao ministro Geoff Hoon (na foto) em Outubro.
Estas afirmações aumentam a pressão sobre o ministro britânico da Defesa, que deve fazer uma declaração sobre o Iraque na Câmara dos Comuns, esta segunda-feira.