Uma manifestação contra a guerra e a favor da libertação dos reféns italianos no Iraque realiza-se quinta-feira em Roma, anunciou o presidente da Câmara de Sammichele di Bari, localidade no sul de Itália de onde é um dos reféns.
«Não se trata de ceder às exigências dos sequestradores mas de exprimir a nossa solidariedade com os reféns e de nos manifestarmos contra a guerra, esperando que isso seja suficiente para que sejam libertados», adiantou Nicola Madaro à imprensa.
Três italianos estão sequestrados há 15 dias no Iraque. Num vídeo transmitido segunda-feira pela televisão árabe Al-Arabiya, os seus captores exigem que «o povo italiano organize uma grande manifestação nas ruas da capital (Roma) contra a guerra».
«Damo-vos cinco dias, caso contrário matá-los-emos sem hesitações e sem novo aviso», ameaçaram. Toda a classe política italiana rejeitou esta chantagem.
Segundo Madaro, está já prevista uma outra manifestação para quarta-feira à noite à tarde na localidade de que é presidente em sinal de solidariedade com a família de Umberto Cupertino, um dos três reféns.
«Falei com os presidentes das câmaras de Cesenatico e Prato (os municípios onde viviam os outros dois reféns) e concordaram com a manifestação de quinta-feira em Roma», assinalou.
Os três reféns - Maurizio Agliana, 37 anos, Umberto Cupertino, 35, e Salvatore Stefio, 34 - foram capturados a 12 de Abril no Iraque, onde trabalhavam para uma empresa privada especializada em segurança e protecção.
Um quarto italiano, Fabrizio Quattrocchi, 36 anos, raptado no mesmo dia foi morto no passado dia 14.
«Nós matámos um dos reféns porque Berlusconi recusa retirar as tropas italianas do Iraque», explicaram os raptores numa mensagem com um vídeo que mostrava a execução de Quattrocchi.