Joaquim Chissano felicitou esta quarta-feira «todo o povo da Guiné-Bissau» pela «forma pacífica e ordeira» como decorreram as eleições naquele país africano. O anúncio dos resultados do escrutínio foi novamente adiado.
«Gostaria de exprimir a todo o povo da Guiné-Bissau as minhas sinceras felicitações pela forma pacífica e ordeira como decorreram as eleições», disse Joaquim Chissano, apontando «alguns constrangimentos que foram habilmente ultrapassados».
O presidente moçambicano, que assegura ainda a presidência em exercício da União Africana, afirmou-se convencido que o povo e todos os sectores da sociedade da Guiné-Bissau «saberão aceitar os resultados saídos deste pleito eleitoral e unir esforços para fazer aos enormes desafios que o país tem pela frente».
«Lançamos veemente apelo a todos os partidos e actores políticos para que assumam a consciência de que são altos interesses da nação guineense que estão em jogo e que pautem a sua conduta pelas normas e leis estabelecidas para reger o processo eleitoral».
Resultados adiados para quinta-feira
A Comissão Nacional de Eleições já fez saber que a divulgação de resultados oficiais só deverá acontecer na próxima quinta-feira, devido a «problemas logísticos» na comunicação dos resultados a Bissau.
No entanto, horas depois soube-se que foi o líder do Comité Militar que liderou o golpe de Estado de Setembro de 2003 na Guiné-Bissau que defendeu o adiamento do anúncio dos resultados.
O general Veríssimo Correia Seabra justificou o pedido com a necessidade de dar espaço aos partidos que discordam da forma como decorreu o acto eleitoral para reclamarem, como está na lei, junto da Comissão Nacional de Eleições.