Mijailo Mijailovic, que confessou ter esfaqueado até à morte a ministra dos Negócios Estrangeiros sueca Anna Lindh, foi condenado hoje a prisão perpétua por homicídio por um tribunal de Estocolmo.
A sentença é tomada mais de seis meses depois de Lindh, uma das ministras mais populares, ter sido morta por um desconhecido que a atacou quando fazia compras num centro comercial de Estocolmo.
O tribunal confirmou a pena pedida pela representante do Ministério Público (acusação), Agneta Blidberg, que considerou não haver dúvidas de que Mijailovic teve intenção de matar - e não de ferir - a ministra, quando a atacou no dia 10 de Setembro de 2003.
Durante as audiências realizadas em Janeiro, o tribunal considerou Mijailovic culpado de homicídio, mas ordenou que o suspeito fosse submetido a exames psiquiátricos antes de o tribunal tomar uma decisão.
Após os exames, os especialistas consideraram que Mijailovic tem responsabilidade penal por não apresentar, então e na altura do crime, quaisquer perturbações passíveis de alterar a sua capacidade de percepção.
Mijailovic, um sueco de origem sérvia com 25 anos, confessou o crime mas alegou que não pretendia matar Annan Lindh e que tinha sido levado a agredi-la por ordem de «vozes interiores».
O suspeito foi detido duas semanas depois do incidente e, durante meses, negou qualquer implicação no assassínio da ministra. Confrontado com provas irrefutáveis, entre as quais um teste de ADN que o ligava directamente à arma do crime, acabou por confessar.