A presidência italiana já confirmou: não houve acordo no texto final da futura Constituição Europeia. O anúncio foi feito ao início da tarde depois de dia e meio de negociações, em que o pessimismo quanto a um acordo final se foi tornando a tónica dominante.
Silvio Berlisconi, primeiro-ministro italiano que assegura a presidência da União Europeia, deverá informar durante o almoço com os seus 25 parceiros europeus (actuais e futuros) do falhanço das negociações.
Segundo fonte diplomática disse à agência Lusa, assistiu-se durante a manhã a uma radicalização da posição da França, que foi «peremptória em não aceitar qualquer compromisso que pudesse adiar para mais tarde um acordo sobre a ponderação de votos».
Esta era a questão mais sensível para a Espanha e Polónia, sobre a qual, segundo a mesma fonte, «Madrid até estava a mostrar alguma flexibilidade para um acordo, adiando para mais tarde uma decisão sobre o aspecto concreto da ponderação de votos».
A mesma fonte não responsabilizou os dois países pelo fracasso das negociações, adiantando apenas que os líderes espanhol e polaco se encontram reunidos, não se sabendo ainda se vão almoçar com os seus parceiros europeus.
As negociações deverão agora prosseguir com a presidência irlandesa a partir de 2004.