O Supremo Tribunal de Katsina anulou a sentença de um tribunal islâmico. Amina Lawal, de 31 anos, tinha sido condenada à morte por lapidação por ter tido um filho fora do casamento.
Amina Lawal ganhou, esta quinta-feira, o recurso interposto junto do Supremo Tribunal depois de um tribunal islâmico a ter condenado à morte por lapidação.
«Este tribunal considera que o julgamento do tribunal da sharia, Fontua, foi muito errado e o recurso de Amina Lawal é despropositado e errado», disse o juiz Ibrahim Maiangwa.
Um painel de cinco juízes, anulou a anterior sentença de Amina Lawall, por considerar que a ré não teve «uma ampla oportunidade de se defender».
Amina Lawal foi condenada à morte por apedrejamento em Março de 2002, por um tribunal islâmico, por ter dado à luz uma criança dois anos depois de se ter divorciado.
De acordo com as leis islâmicas, uma mulher divorciada comete adultério se tiver relações sexuais antes de se voltar a casar.
O alegado pai da criança, um vizinho de Amina, negou qualquer envolvimento com ela e foi absolvido.
A execução da sentença de lapidação consiste em enterrar a condenada até ao pescoço, para depois a apedrejar até à morte, foi marcada para o início de 2004 para permitir à mulher amamentar a criança, actualmente com quase dois anos.