O representante da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, morreu esta terça-feira, vítima do atentado contra a sede da organização em Bagdad. O brasileiro, 55 anos, assumira em Maio o cargo para que foi destacado na capital iraquiana.
Sérgio Vieira de Mello, representante do secretário-geral da ONU para o Iraque, foi uma das vítimas mortais da explosão em Bagdad contra a sede da ONU.
Na sequência da explosão, Vieira de Mello, cujo gabinete estava instalado no segundo piso do edifício, ficou preso nos escombros, com as pernas esmagadas por uma viga de betão, disse o seu conselheiro político, Ghassan Salamé.
«Subi ao segundo andar e vi-o em baixo (no rés-do-chão), imobilizado. Gritei 'Sérgio, Sérgio' e ele respondeu 'Ghassan'», contou Salamé.
Quando um segurança subiu, Vieira de Mello pediu-lhe água,
indicou uma outra testemunha, que não quis ser identificada.
Segundo a mesma testemunha, o segurança conseguiu abrir um buraco na parte de trás do imóvel e retirou os escombros com as mãos.
«Quando o segurança chegou junto dele, o corpo de Sérgio
Vieira de Mello estava frio, ele tinha-se esvaído em sangue pelas pernas», acrescentou a mesma testemunha, citada pela France Presse.
Pouco depois, o corpo do diplomata brasileiro foi transportado
para a morgue.
Sérgio Vieira de Mello tinha 55 anos e era o representante da ONU no Iraque, cargo para o qual tinha sido nomeado em Maio.
Vieira de Mello, ao serviço da ONU há 35 anos, substituiu no ano passado Mary Robinson como Alto Comissário para os Direiros Humanos e ficou internacionalmente conhecido no processo de independência de Timor-Leste.
Antes de desempenhar esta missão em Timor-Leste, Vieira de Mello foi escolhido por Kofi Annan para administrar o Kosovo, depois dos bombardeamentos aliados que terminaram com o controlo sérvio sobre a província.