O primeiro-ministro português considerou que todos os problemas mundiais exigem uma cooperação entre EUA e Europa. Esta posição foi defendida após um encontro, em Washington, entre José Sócrates e o presidente dos EUA, George W. Bush.
O primeiro-ministro português considerou, no final de um encontro com o presidente norte-americano, em Washington, que todos os problemas mundiais exigem uma cooperação entre os EUA e a União Europeia.
«Em boa verdade, não consigo ver nenhuma questão estratégica no mundo que não exija a melhor relação entre a Europa e os EUA», explicou José Sócrates, que falou sempre em inglês.
No final de um encontro de cerca de uma hora entre o presidente dos EUA e o presidente em exercício da União Europeia, Sócrates explicou que a sua primeira prioridade é manter uma «Europa unida» e trabalhar «em estreita coordenação com os EUA a favor da estabilidade e da segurança mundial».
O primeiro-ministro português acrescentou que «a questão do Kosovo demonstra que a cooperação entre os EUA e a União Europeia é muito importante para a segurança e estabilidade mundial».
Sócrates adiantou que teve a «oportunidade de debater com o presidente dos EUA as relações transatlânticas e a sua importância para a Europa» e as linhas de acção em relação a outras importantes questões da agenda internacional como o processo de paz para o Médio Oriente.
Por seu lado, George W. Bush salientou a importância do «trabalho conjunto» entre norte-americanos e europeus e agradeceu o apoio português nas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque.
Bush não deixou passar por alto o jogging matinal de José Sócrates nos jardins do Lincoln Memorial, esta segunda-feira, para dizer que Sócrates deu um «exemplo» ao mundo em termos de saúde.
«Está a estabelecer um bom exemplo para o seu povo e para os povos em todo em todo o mundo ao ser um ávido pratricante de exercício físico por ter a idade 50 anos», afirmou o presidente norte-americano.
Estas declarações aconteceram num espaço de quatro minutos que Bush e Sócrates dedicaram aos jornalistas no final do seu encontro, espaço onde os jornalistas não foram autorizados a fazer qualquer pergunta.
Na reunião entre José Sócrates e George W. Bush, estiveram ainda presentes a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.