A CIP desmentiu qualquer acordo com o Governo para excluir a opção "Portela mais um" do estudo apresentado pela confederação, tal como indicava o «Semanário Económico». Fonte oficial da CIP confirmou ainda que foi a confederação que encomendou este estudo.
A Confederação da Indústria Portuguesa negou a existência de qualquer acordo com o Governo relativamente ao estudo apresentado pela CIP sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa no sentido de excluir a hipótese da manutenção da Portela com o apoio de outro aeroporto ("Portela mais um"), tal como avançou o «Diário Económico».
«Não houve qualquer negociação prévia, simultânea ou posterior com o Governo ou outra entidade qualquer sobre as localizações a incluir ou não no estudo», afirmou fonte oficial da CIP à agência Lusa.
Esta fonte assegurou ainda que o estudo «foi conduzido com inteira liberdade pelos técnicos que o elaboraram», tendo apenas sido excluída a localização do Poceirão «porque os técnicos consideraram que colocava numerosos problemas».
O «Semanário Económico» adiantou, na sua edição desta sexta-feira, que a CIP tinha negociado com o Governo a retirada desta hipótese
De acordo com este jornal, o Executivo considerou essencial, para uma comparação entre Alcochete e a Ota, que a opção "Portela mais um" não fosse analisada na avaliação.
Ainda segundo o «Semanário Económico», o estudo preliminar da CIP para a localização do novo aeroporto contemplava a opção de manutenção da Portela junto com a outro aeroporto complementar.
Estudo encomendado pela CIP
Ainda de acordo com esta fonte, o estudo foi encomendado pela própria CIP, isto depois de o presidente da confederação, Francisco Van Zeller, ter afirmado que o estudo era iniciativa sua.
«O estudo é da CIP. Houve confusão sobre este assunto no início do processo. O estudo foi conduzido pessoalmente pelo presidente da CIP, mas a partir do momento em que foi concluído e entregue é assumido como sendo um estudo da CIP», adiantou a fonte.
A fonte oficial da confederação patronal explicou justificou esta opção em relação à condução do estudo por parte de Francisco Van Zeller para que não se «gerar confusão».
«O presidente assumiu a liderança do processo, para o que tinha sido mandatado pela anterior direcção, mas o estudo, depois de concluído e entregue, é assumido pela CIP», acrescentou a fonte.
Apesar de vários vice-presidentes da CIP se terem demarcado, durante a semana passada, desse estudo, os autores do trabalho referiram na sua introdução que o «presente estudo foi solicitado ao IDAD - Instituto do Ambiente e Desenvolvimento pela CIP - Confederação da Indústria Portuguesa».