O primeiro-ministro José Sócrates disse este sábado, em Berlim, que Portugal quer que a sua terceira presidência da União Europeia contribua para o fortalecimento da Europa, a atravessar uma crise institucional.
À chegada a Berlim, para o Conselho Europeu informal que assinala, hoje e no domingo, os 50 anos da assinatura dos Tratados de Roma, Sócrates afirmou que a presidência portuguesa «parte com a confiança de um país que já fez duas presidências reconhecidas como presidências que contribuíram para a afirmação do projecto europeu.
Questionado sobre se a presidência portuguesa, no segundo semestre de 2007, será uma herança pesada, porque a União Europeia tarda em superar o impasse na ratificação do Tratado Constitucional, o chefe do governo português admitiu que se trata de «uma herança à altura das exigências do tempo, porque a Europa tem muitos desafios pela frente».
«A nossa vontade», acrescentou José Sócrates, «é estar à altura dos desafios e da responsabilidade da presidência, mas também à altura de fortalecer a Europa, e de contribuir para uma Europa mais unida, para uma economia europeia mais próspera, para uma Europa cujos cidadãos olhem com mais optimismo para o futuro», referiu ainda.