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Sócrates considera Orçamento como «socialista»

 
José Sócrates destacou na sua última acção de campanha para o congresso do PS o facto de o Orçamento de Estado ser «socialista», pois também combate a pobreza. Já Jorge Coelho lembrou que é preciso obedecer aos «princípios socialistas».

 

 

O secretário-geral do PS classificou o próximo Orçamento de Estado como «socialista», recordando que este vai ter como prioridades quer o apoio à ciência e à qualificação, quer o combate à pobreza.

Num discurso de improviso feito perante mil pessoas na Sala Tejo, do Parque das Nações, José Sócrates admitiu que o país ainda tem diversos problemas financeiros, mas que este orçamento vai ao encontro das promessas eleitorais feitas.

«A isto chama-se um orçamento socialista, prório de um partido que não esquece os seus deveres com os outros», reforçou.

Na sua última acção de campanha para o congresso do PS, o primeiro-ministro destacou o pagamento do complemento social para idosos a todos os cidadãos com mais de 70 anos e com rendimentos inferiores a 300 euros previsto no Orçamento para 2007.

Sócrates insistiu também no facto de o Governo «manter integralmente o apoio aos deficientes», ao mesmo tempo que acusava alguns sectores de propagarem a «mistificação» da redução deste tipo de apoios no OE 2007.

«Não poupará um único tostão, mas os apoios vão ser mais justamente distribuídos, dando mais aos deficientes mais pobres e menos aos mais ricos», reiterou.

Ainda no tema do Orçamento, o líder socialista considerou que este não será um orçamento de «facilidade», frisando que este se destina a «evitar que o país se depare com crises orçamentais no futuro».

«O PS sabe que o seu principal compromisso é levar até ao fim o compromisso eleitoral que apresentou aos portugueses e que por eles foi sufragado em Fevereiro de 2005», concluiu.

Transformações devem obedecer a «princípios socialistas», diz Coelho

Antes de Sócrates, discursou Jorge Coelho que alertou que as transformações a serem feitas pelo Governo devem obedecer a «princípios socialistas» da justiça social e solidariedade.

«Custe o que custar, haja a oposição que houver, nas ruas ou no Parlamento, as reformas vão prosseguir», avisou o antigo dirigente socialista, que lembrou que «tudo o que está ser feito tem de ter a marca do Estado social».

Na sua intervenção, o antigo ministro do Equipamento Social reconheceu que há socialistas que podem estar descontentes com uma ou outra medida do Governo, mas sublinhou que «para sermos honestos connosco próprios, temos de ter orgulho em tudo aquilo que tem sido feito nos últimos 18 meses».

«Estou de acordo que um dos problemas centrais do país é a competitividade. Mas o país tem de ter um Estado social ao serviço das pessoas, sem o qual não pode haver competitividade», acrescentou.

A terminar, Jorge Coelho elogiou o facto de José Sócrates ter feito uma ronda pelo país apesar de saber que é candidato único à liderança do PS e deixou um aviso ao PCP.

«Em todas as iniciativas de campanha, tem havido umas pessoas convocadas pelo PCP para fazerem arruaça. Sabemos o que é lutar na rua e sabemos o que é lutar em todas as circunstâncias e que quem quiser fazer frente ao Governo, tem de fazer frente ao PS», concluiu.



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