O vereador do PSD da Câmara de Setúbal, Fernando Negrão, entende que a sucessora do presidente Carlos de Sousa na autarquia não tem «legitimidade política». Já o presidente da concelhia socialista de Setúbal diz que o PS ainda vai analisar o caso.
Fernando Negrão entende que falta «legitimidade política» à sucessora de Carlos de Sousa na presidência da autarquia, dado que os eleitores não votaram em Maria das Dores Meira, mas sim no até aqui presidente da câmara.
Ouvido pela TSF, o vereador social-democrata da Câmara de Setúbal lembra que as «pessoas votaram no Carlos de Sousa, no Fernando Negrão e nos candidatos do PS e do Bloco de Esquerda e não nos números dois, três ou quatro» das listas.
Para Fernando Negrão, a maior parte dos candidatos que não são cabeças-de-lista às autarquias «nem sequer é conhecida da população de Setúbal e por isso é difícil pedir-lhes responsabilidades».
«Achamos que acontecendo esta substituição, a pessoa que assume as novas funções de presidente da câmara parte já com uma grande fragilidade e portanto está tudo em aberto no que diz respeito ao governo da Câmara de Setúbal», concluiu.
Por seu lado, o presidente da concelhia socialista de Setúbal, Luís Catarino Costa, diz que o PS «apreciará em sede de comissão política concelhia, que é o órgão competente para analisar a situação» as «melhores soluções para a crise que o PCP levantou».
Apesar disto, o presidente da distrital socialista, Vítor Ramalho já disse, em declarações à Lusa, que o PS não tem de assumir o onus da dissolução da câmara.
PSD e PS já desafiaram o PCP a provocar eleições intercalares após a saída de Carlos de Sousa.
Socalistas e sociais-democratas, que juntos têm cinco dos nove vereadores da autarquia, poderão provocar a queda do executivo de maioria CDU.