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Freitas do Amaral demite-se por motivos de saúde (actual.)

 
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, apresentou a sua demissão do cargo por motivos de saúde. O primeiro-ministro propôs ao Presidente da República o nome de Luís Amado como novo ministro dos Negócios Estrangeiros e o de Severiano Teixeira como novo ministro da Defesa Nacional.

 

 

O primeiro-ministro, José Sócrates, pediu esta sexta-feira, ao Presidente da República, a demissão do cargo de Freitas do Amaral, a pedido deste último e por motivos de saúde.

«O primeiro-ministro solicitou hoje ao Senhor Presidente da República a exoneração, a seu pedido, do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, professor doutor Diogo Freitas do Amaral, por motivos imperiosos de saúde que requerem uma intervenção cirúrgica», refere a nota oficial do gabinete de José Sócrates.

A nota do gabinete do primeiro-ministro informa, também, que José Sócrates pediu a nomeação de Luís Amado como novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e Nuno Severiano Teixeira, antigo ministro da Administração Interna, como novo ministro da Defesa Nacional.

Na carta de demissão que enviou ao primeiro-ministro, e à qual o semanário Expresso teve acesso, Freitas do Amaral refere que este pedido de demissão não é motivado por divergências políticas mas pelo agravamento do seu estado de saúde.

Freitas lembra que tem três lesões na coluna vertebral sendo que a mais séria e dolorosa vai ser tratada através de uma intervenção cirúrgica na segunda-feira. A convalescença obriga a repouso absoluto nas próximas semanas e impõe a proibição de viajar de avião nos próximos meses.

A decisão da cirurgia é a conclusão de uma consulta permanente com médicos que disseram a Freitas do Amaral que o ministro demissionário não tem condições físicas para continuar a exercer a pasta de chefe da diplomacia nacional.

Sócrates elogia trabalho de Freitas

«Nesta ocasião, o primeiro-ministro deseja sublinhar o extraordinário contributo que, com toda a sua experiência e prestígio internacional, o professor doutor Diogo Freitas do Amaral deu ao Governo e aos interesses nacionais na condução da política externa portuguesa», refere a nota de José Sócrates.

O primeiro-ministro elogia, ainda, a o desempenho de Freitas do Amaral enquanto ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Freitas do Amaral «foi sempre revelador de um elevado sentido de Estado e de enorme dedicação à causa pública. É justo reconhecer, de modo especial, o seu papel determinante no sucesso de Portugal nas negociações das perspectivas financeiras da União Europeia, tão importantes para o futuro do País», salienta a nota de José Sócrates.

«Por estas razões, entende o primeiro-ministro ser seu dever manifestar, em nome de todo o Governo, público reconhecimento pelos distintos serviços que o professor Freitas do Amaral, mais uma vez, soube prestar a Portugal, na certeza de que muito terá ainda a dar ao País, logo que alcance o pronto restabelecimento que todos lhe desejamos», acrescenta.

Esta é a segunda remodelação governamental feita por José Sócrates desde que o PS chegou ao Governo, em 2005, após a demissão do ministro das Finanças, Campos e Cunha, em Julho do ano passado.



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