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Cavaco quer combater desigualdades sociais

 
Na sessão solene comemorativa do 32º aniversário do 25 de Abril, o Presidente da República centrou o seu discurso no combate às desigualdades sociais, propondo um «compromisso cívico» para cumprir essa tarefa. Cavaco Silva reiterou ainda o desafio de melhorar a qualidade e credibilidade do sistema político.

 

 

O Presidente da República escolheu o combate às desigualdades sociais como tema central do seu discurso na sessão solene do 25 de Abril.

Para tal, Cavaco Silva propôs um «compromisso cívico» alargado para cumprir essa tarefa.

«Quero propor um compromisso cívico, um compromisso para a inclusão social, um compromisso que envolva não só as forças políticas, mas que congregue as instituições nacionais, as autarquias, as organizações da sociedade civil, dos sindicatos às associações cívicas e às instituições de solidariedade», defendeu.

No entender de Cavaco Silva, «é possível identificar os problemas mais graves e substituir o combate ideológico por uma ordenação de prioridades, metas e acções».

O chefe de Estado deixou também mensagens especiais a sectores que considera mais frágeis, como os idosos, as crianças vítimas de abusos e as mulheres vítimas de violência doméstica.

No seu discurso, o Presidente da República dirigiu-se especificamente à classe política, afirmando que «é preciso responder às desigualdades da sociedade portuguesa» e lembrando que, «mais tarde, serão julgados por isso».

Cavaco reitera desafio de melhorar credibilidade do sistema político

Retomando o repto quetinha lançado na sua tomada de posse a 9 de Março, Cavaco Silva reiterou ainda o desafio de melhorar a qualidade e credibilidade do sistema político.

«Tive oportunidade, nesta mesma casa, aquando da minha tomada de posse, de sublinhar a responsabilidade que impende sobre a classe política, nesse esforço de melhorar a nossa democracia e de reforçar o prestígio das instituições da República e dos seus titulares», recordou.

No entanto, Cavaco Silva nunca se referiu directamente aos últimos episódios verificados no Parlamento.

«A comemoração do 25 de Abril seria uma ocasião propícia para reflectir sobre o que desejamos do nosso sistema político, o que esperamos do papel e do funcionamento dos partidos, o que é exigível do comportamento dos eleitos e demais agentes políticos, o que deve ser feito para que os cidadãos ganhem uma nova confiança e respeito pela actividade política e para que a democracia se revitalize e suscite na juventude portuguesa maior motivação e entusiasmo», defendeu.



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