O SIS considera que a actividade dos grupos terroristas em Portugal aumentou em 2005. Num relatório da secreta portuguesa, a que o «Correio da Manhã» teve acesso, diz-se que as «redes jihadistas transnacionais representam hoje uma ameaça para Portugal».
A actividade de grupos terroristas islâmicos aumentou em Portugal em 2005, apesar de não ter sido encontrada qualquer célula local destes grupos, indica o relatório do Serviço de Informações e Segurança, a que o «Correio da Manhã» teve acesso.
De acordo com este documento, passaram por Portugal diversos suspeitos «em recrutamento e preparação de atentados», enquanto no país continuam a existir e a aumentar as estruturas de apoio logístico e financeiro a grupos extremistas.
No relatório, que ainda aguarda parecer no Conselho Superior de Segurança Interna, diz-se que as «redes jihadistas transnacionais representam hoje uma ameaça para Portugal».
Foi ainda «detectada a presença de indivíduos com ligações a redes jihadistas europeias, suspeitos de integrarem células terroristas noutros países europeus e de estarem envolvidos em recrutamento e preparação de atentados».
Ainda segundo o relatório do SIS, os terroristas vêm a Portugal «em busca de documentos falsos, de financiamento e de recuo temporário».
Para obterem dinheiro, os terroristas que pertencem a estruturas de apoio logístico dedicam-se a «outras actividades criminosas como o tráfico de droga, roubo e furto de documentos, cartões de crédito e telemóveis, bem como ao auxílio à imigração ilegal».
O relatório fala da existência de «donativos de membros das comunidades islâmicas» através dos quais são canalizados os fundos recolhidos em Portugal e em actividades ilegais realizadas a «coberto de pequenas empresas comerciais».
Os grupos afectos a correntes salafistas, aos movimentos tabliquistas e ao movimento Takfir Wal Hjjra (Excomunhão e Êxito) são os que mais preocupam o SIS.
Em especial a secreta portuguesa, está preocupada com o movimento Takfir Wal Hjjra, um grupo extremista egípcio fundado nos anos 60 e que terá alegadamente fortes ligações à al-Qaeda.