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Alberto João Jardim critica «oligarquia de Lisboa»

 
Alberto João Jardim apelou este sábado à eleição directa do líder do partido. Durante a sua intervenção no congresso do PSD, o presidente da Região Autónoma da Madeira criticou a existência de uma «oligarquia de Lisboa» por recear «o voto das bases». Morais Sarmento, que discorda das "directas", respondeu a João Jardim.

 

 

Durante a sua intervenção no congresso do PSD, Alberto João Jardim apelou aos delegados que aprovem a eleição directa do líder, considerando que quem tem medo das directas é «gente que sabe que não tem votos se for a votos no partido».

«Metam a mão na consciência. Que imagem daria o nosso partido depois dos momentos gloriosos das autárquicas e das presidenciais» se não forem aprovadas as directas, questionou o líder do PSD/Madeira.

João Jardim considerou que esta é uma opinião em que todos estão de acordo, «menos uma certa oligarquia de Lisboa (...). Eu sei que há pessoas que não gostam da eleição dos órgãos do partido pelas bases. Quem é democrata não tem medo do voto das bases», criticou.

O presidente do governo regional da Madeira não nomeou qualquer elemento dessa «oligarquia» mas fez referência a «anteriores momentos» que «correram menos bem» e que seria necessário «fazer uma autocrítica».

O governante acusou ainda essa mesma oligarquia de «o ter lixado» com promessas para a Ragião Autonónoma da Madeira que, depois não foram concretizadas. «Eu estou por aqui com esses politicamente correctos», rematou.

Na sua intervenção, Alberto João Jardim defendeu ainda que, após a aprovação da revisão dos estatutos, é necessário que o PSD passe a fazer uma oposição «mais feroz».

«O engenheiro Sócrates diz que é um animal feroz, então vamos ser também ferozes», disse, considerando, no entanto, «certa» a estratégia do líder Marques Mendes que, sexta-feira, no discurso de abertura do congresso, recusou seguir uma «política aos berros».

Morais Sarmento responde a João Jardim e discorda das directas

Numa resposta às críticas de Alberto João Jardim e à referência de uma «oligarquia de Lisboa», o ex-ministro Morais Sarmento disse que aprendeu com ele «a falar como um homem livre».

«Aprendi consigo a falar como um homem livre, a falar olhos nos olhos aos militantes», disse.

Morais Sarmento refutou ainda as criticas do presidente do governo da Madeira sobre alegadas promessas não cumpridas.

Durante a sua intervenção, uma das mais longas do XXVIII congresso do PSD, Morais Sarmento considerou que a aprovação da eleição directa do líder do partido por ser uma mudança «precipitada».

O ex-ministro de Durão Barroso e Santana Lopes procurou desfazer o que considera ser «alguns equívocos sobre as directas», começando pela legitimidade.

«Só por demagogia ou desconhecimento se pode pretender que é mais legítimo o meu voto enquanto militante na escolha directa do líder do que o meu voto na escolha dos delegados ao congresso», salientou, considerando que a maioria dos argumentos pró-directas são «argumentos formais».

Nuno Morais Sarmento justificou ainda a sua discordância com este modelo pelo que representaria para os congressos. No entanto, para o antigo governante «o maior equívoco sobre as directas é a representação».

«Hoje a composição deste congresso obedece a princípios, para além do número de militantes, que permite o equilíbrio de todas as realidades que nos integram», afirmou, dirigindo-se especificamente a estruturas como a JSD ou os TSD.



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