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MIT em Portugal espera aprovação Governo

 
O ex-coordenador do Plano Tecnológico, José Tavares, afirmou esta quarta-feira que a vinda do MIT - Massachusetts Institute of Technology para Portugal espera apenas a aprovação final do Governo, mas há um ministro que está contra.

 

 

As primeiras declarações do antigo coordenador do Plano Tecnológico, tornadas públicas, foram feitas na fase de perguntas e respostas de uma mesa redonda em que estava também presente o primeiro-ministro, José Sócrates.

«O presidente do MIT informou em Dezembro que está disponível para avançar em Portugal», pelo que o projecto está agora em cima da mesa do Governo, afirmou José Tavares.

«Há um ministro que está contra o projecto», acusou o ex-coordenador, escusando-se a dizer o nome do responsável do Executivo a que se referia, e perguntando ao primeiro-ministro qual virá a ser a sua decisão nesta matéria.

O projecto MIT pretende implementar uma ligação entre universidades e empresas, com investigação aplicada, que pressupõe a vinda para Portugal de um pólo de investigação e formação de pós-graduados.

Numa pergunta directa ao primeiro-ministro, José Tavares, interrogou José Sócrates sobre as suas intenções acerca da vinda da prestigiada universidade norte-americana para Portugal.

Em resposta, o chefe de Governo disse que o projecto do MIT, que faz parte do Plano Tecnológico, «será anunciado pelo governo quando este achar que o deve anunciar» e que cabe apenas ao Executivo tomar decisões nesta matéria.

Em Dezembro, o Diário Económico noticiou a existência de divergências dentro do governo português sobre a vinda do MIT para Portugal, nomeadamente porque um ministro queria que apenas o Instituto Superior Técnico tivesse a exclusividade da parceria com aquela entidade.

A ideia do MIT era diferente: recrutar investigadores junto de todas as universidades nacionais.

José Tavares demitiu-se em Novembro da coordenação do Plano Tecnológico, sem ter tornado públicas as razões da sua saída.

Na altura a imprensa noticiou que a sua demissão teve a ver com a forma como o Governo estava a conduzir o processo, com os sucessivos atrasos na apresentação do documento síntese do plano e a divisão de competências entre o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, e o ministro da Economia, Manuel Pinho.

Hoje, em declarações aos jornalistas à margem da mesa redonda organizada pelo The Economist, José Tavares disse que «a imprensa apanhou 90 por cento da verdade» quando noticiou informação sobre o projecto do MIT.



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