O candidato presidencial Cavaco Silva pediu hoje «ajuda» aos portugueses para melhorar o país prometendo que, se for eleito, será «o primeiro a arregaçar as mangas para que Portugal entre no rumo do «progresso e do desenvolvimento».
«Ajudem-me nesta batalha que estou a travar», pediu, afirmando que «vale a pena que todos façam um esforço para que Portugal entre numa nova fase da sua vida».
O candidato apoiado pelo PSD falava em Cervães, Vila Verde, num almoço de apoiantes que juntou 1600 pessoas, entre as quais - segundo a organização - alguns simpatizantes do PS, além de simpatizantes do PSD e do CDS/PP.
O almoço seguiu-se a uma visita à Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, onde Cavaco fez um apelo semelhante aos portugueses.
Na viagem para Vila Verde Cavaco Silva fez uma curta paragem em Amares, onde era aguardado, no centro da vila, por algumas centenas de pessoas que o queriam cumprimentar e vitoriar.
Cavaco pede o fim das polémicas
Nas duas intervenções, Cavaco Silva apelou ao regresso da «confiança e do optimismo» e pediu «o fim das polémicas», voltando a garantir que não vai proferir «qualquer palavra de menos respeito para com os outros candidatos».
O ex-primeiro-ministro recordou as suas origens humildes, dizendo que não nasceu nem em casa nem em terra de abundância.
«Tive de lutar muito para chegar onde cheguei, pelo que me preocupa que todos os portugueses, do interior ou do litoral, do norte ou do sul, tenham as mesmas oportunidades de subir na vida», garantiu.
Por fim, Cavaco disse que «não pode haver portugueses de primeira e de segunda» e asseverou que aquilo que mais deseja «é ajudar os mais desfavorecidos, aqueles que também não nasceram em casa de abundância».