Jorge Coelho afastou a hipótese de Manuel Alegre vir a ser alvo de alguma sanção por parte do PS. O coordenador autárquico socialista recordou que no partido não há delito de opinião, mas sempre foi dizendo que as atitudes dos militantes são julgadas politicamente.
O coordenador autárquico socialista pôs de parte qualquer sanção disciplinar a Manuel Alegre, na sequência da apresentação da candidatura presidencial do deputado do PS.
«O PS é um partido de liberdade, onde ninguém é punido por delito de opinião», assegurou Jorge Coelho, que disse «nem sequer» ter ouvido o anúncio de candidatura do histórico socialista.
«Ando a trabalhar muito, de manhã à noite, todos os dias, para apoiar os milhares de candidatos socialistas às próximas autárquicas», acrescentou o "número dois" do PS, após participar numa acção de campanha em Alcochete.
Apesar de ter tentado desvalorizar a entrada de Manuel Alegre na corrida presidencial, Jorge Coelho sempre foi dizendo que o ruído provocado em torno das presidenciais «não ajuda» o partido.
O dirigente socialista, que recordou que não conhece «nenhum responsável do partido que não esteja a apoiar a candidatura de Mário Soares», aproveitou ainda a oportunidade para lembrar que «no PS, as pessoas tomam as atitudes que entendem e são depois avaliadas pelos seus actos politicamente».
«O PS tem um candidato à Presidência da República, que é Mário Soares, e está unido. A seu tempo, é na candidatura de Mário Soares que nos vamos empenhar», acrescentou.
Em Alcochete, Jorge Coelho aproveitou ainda para criticar a gestão autárquica de da CDU, afirmando que os comunistas falam muito em políticas sociais nas autarquias, sem as levarem à prática.
O "número dois" do PS elogiou a gestão feita pelo socialista José Dias Inocêncio na câmara local, afirmando que a sua presidência «deu uma grande lição ao PCP porque deixou pela primeira vez uma marca social neste concelho.
«Nos últimos quatro anos, o PS deixou marca de trabalhar a favor das políticas sociais - na saúde, na educação e nos idosos. Mais uma vez se viu a diferença entre aqueles que falavam nisso mas nada faziam», explicou.
«Acabámos com os patos bravos, que querem construção em altura e sem parques de estacionamento», afirmou, por seu turno, José Dias Inocêncio.