O advogado de Fátima Felgueiras nega que a ex-autarca tenha reconhecido a existência do "saco azul", mas admite que o PS de Felgueiras chegou a criar em 1997 uma comissão de recolha de fundos. Um grupo de militantes geria as dádivas ao partido, que foram gastas em parte na campanha eleitoral desse ano.
O advogado Artur Mendes desmente a notícia da agência Lusa que dá conta que a antiga autarca na contestação entregue ao tribunal tinha admitido a existência de um "saco azul" na Câmara Municipal de Felgueiras.
A defesa de Fátima Felgueiras apenas admite a formação de uma comissão de recolha de fundos, uma prática comum a todos os partidos.
«A antiga presidente reconhece aquilo que é do conhecimento de todos os partidos que em todas as eleições organizam comissões para angariação de fundos, o que faz parte da luta política e das normas da prática política, de forma legal e não tem nada a ver com sacos azuis», disse Artur Marques.
Apesar de admitir a existência desta comissão, Fátima Felgueiras diz que nunca participou nas actividades do grupo. Nesta contestação a autarca, que está acusada de 23 crimes, diz-se inocente.
Fátima Felgueiras está no Brasil desde Maio de 2003 e prepara nesta altura como independente a candidatura às autárquicas de Outubro.