Mais de um milhar de pessoas esteve presente, esta segunda-feira, no funeral do antigo primeiro-ministro e general Vasco Gonçalves. Cravos vermelhos, cânticos e palavras de ordem ligadas ao 25 de Abril ouviram-se durante a cerimónia.
Mais de um milhar de pessoas prestou, esta segunda-feira, uma última homenagem ao antigo primeiro-ministro e general Vasco Gonçalves, que foi a sepultar no cemitério do Alto de S. João.
Entre figuras públicas, políticos e muitos anónimos, as referências aos dias da Revolução dos Cravos foi constante.
À porta da capela da Academia Militar, em Lisboa, políticos e muitos anónimos aplaudiram à saída da urna com o corpo de Vasco Gonçalves.
De cravos vermelhos na mão, e à medida que a urna era transportada para o carro funerário, centenas de pessoas gritaram, de punhos cerrados, antigas palavras de ordem como "O povo unido jamais será vencido", "25 de Abril sempre" e "Vasco amigo, o povo está contigo".
Por entre as várias manifestações de homenagem ouviu-se também a canção "Grândola Vila Morena".
Entre as centenas de pessoas que se deslocaram à capela da Academia Militar, onde o corpo de Vasco Gonçalves esteve em câmara ardente desde domingo, encontrava-se o ex-Presidente da Assembleia da República Almeida Santos, que recordou o antigo primeiro-ministro como um homem «sério, honesto, simples e que lutava pelas suas convicções».
A urna foi depois recebida com honras militares no cemitério do Alto de S. João e com os aplausos das pessoas ali presentes.
Durante as cerimónias fúnebres no cemitério do Alto de São João, uma amiga de Vasco Gonçalves leu um poema «O comum da Terra», de Eugénio de Andrade, que faleceu esta segunda-feira.
O ex-secretário-geral do PCP Carlos Carvalhas, os deputados Odete Santos, António Filipe e Bernardino Soares, o candidato do PCP à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, o director do jornal "Avante", José Casanova, foram alguns dos militantes comunistas que estiveram presentes nas cerimónias fúnebres do antigo primeiro-ministro.