TSF


 

 

enviarimprimir

 


Morreu Álvaro Cunhal

 
Álvaro Cunhal faleceu esta segunda-feira de madrugada, aos 91 anos. A morte do líder histórico dos comunistas, que liderou o seu partido de 1961 a 1992, foi anunciada pelo PCP «com profunda mágoa e emoção».

 

 

O antigo líder do PCP, Álvaro Cunhal, morreu esta segunda-feira de madrugada aos 91 anos, numa altura em que já há muito se encontrava afastado de qualquer acto público.

Cunhal liderou o Partido Comunista de 1961 a 1992, tendo passado 11 anos na prisão, tendo ficado conhecido pela fuga espectacular do Forte de Peniche a 3 de Janeiro de 1960.

O Comité Central do PCP lamentou a morte do seu antigo líder «com profunda mágoa e emoção», sublinhando que «os trabalhadores e o povo português perdem um dos seus mais consequentes e abnegados lutadores».

Em comunicado, o Comité Central acrescenta que a melhor maneira de homenagear Cunhal é a de «prosseguir a luta que ele travou até aos últimos dias de vida, sempre com confiança no futuro, pelos interesses e direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de liberdade e democracia».

O PCP fez ainda questão de notar a importância de Álvaro Cunhal na política portuguesa do séc. XX «na resistência antifascista pela liberdade e a democracia, nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista».

Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu a 10 de Novembro de 1913 tendo, 17 anos depois, decidido que queria ser comunista.

Filiou-se no PCP em 1931, cinco anos mais tarde entrou para o Comité Central do partido, tendo sido preso pela primeira vez em 1937 no Aljube e em Peniche.

Em 1940, foi escoltado pela polícia até à Faculdade onde apresentou uma tese sobre o aborto e a sua despenalização a qual foi classificada com 19 valores.

No ano seguinte, passou à clandestinidade, tendo em 1947 posto novamente o partido de pé. Em 1949, é preso sendo então condenado a quatro anos de prisão a que se seguirão oito anos de degredo.

Depois da fuga da prisão de Peniche, é eleito secretário-geral do partido. Em 1964 publicou «Rumo à Vitória», cujas teses perduram no núcleo duro do PCP.

Regressou a Portugal cinco dias após o 25 de Abril, tendo sido eleito como deputado entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando este posto dez anos depois quando saiu da liderança do PCP.

Para além da sua vida, que se confundiu com o PCP, Álvaro Cunhal notabilizou-se ainda pelos desenhos que fez na prisão, bem como pela sua obra literária, quase toda sob o pseudónimo de Manuel Tiago.

Sob este pseudónimo, escreveu entre outros «Até Amanhã Camaradas», «Cinco Dias e Cinco Noites», «Estela de Seis Pontas» e «A Casa de Eulália».



Siga-nos em
 
Pub 



Patrocínio

Bolsa

ver mais

Futebol em directo

ver mais

Vídeos Liga

 

 ;

Blogues TSF

 

 
·

 

 
·

 

 
·

 

 
·

 


 

Tempo em Lisboa

 

Dados fornecidos pelo Weather Channel
Hoje
10º | –
Amanhã
11º | 16º
Quinta
8º | 13º
ver mais

 


 
Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Contactos |  Webmaster