O Conselho de Ministros reúne terça-feira para aprovar as medidas que serão anunciadas, na quarta-feira, para combater o défice financeiro de 6,83 por cento. Depois de reunir com José Sócrates, Jorge Coelho, do PS, anunciou estar «chocado» e deixou críticas ao anterior executivo.
«Gostava de referir em primeiro lugar o nosso choque e a nossa estupefacção por aquilo que acaba de ser dito, não só pelo valor do défice, de 6,83 por cento, mas acima de tudo por algumas informações que estão inseridas neste valor», disse o coordenador autárquico do PS.
«Mil e quinhentos milhões de euros foram sub-orçamentados na Saúde, o que quer dizer que no orçamento de 2005 foi colocada uma verba na saúde inferior à de 2004, o que é uma irresponsabilidade», salientou.
«Por outro lado, não foi considerada neste orçamento uma verba de 230 milhões de euros, que corresponde aos aumentos das pensões dos reformados, que foram irresponsavelmente aumentados sem que este aumento constasse no Orçamento de Estado», conclui Jorge Coelho.
No entanto, confrontado pelos jornalistas sobre quais são os plano do PS relativamente ao aumento de impostos, Jorge Coelho foi evasivo. O responsável socialista para as autárquicas limitou-se a dizer que o PS estará solidário com qualquer decisão do primeiro-ministro.