Santana Lopes disse esta quinta-feira que não teve conhecimento do despacho de três ministros do seu Governo sobre o empreendimento agro-turístico que implicava o abate de 2600 sobreiros. Mas acredita que tudo foi feito em nome do interesse público.
«Vi a notícia no jornal (do despacho ministerial relativo à empresa Portucale, em Benavente) pedi à minha chefe de gabinete para pedir o despacho aos ministérios envolvidos, mas o documento chegou na véspera da posse do engenheiro Sócrates e eu não tive tempo para o avaliar», disse Santana Lopes, na RTP.
«Mas quero dizer o seguinte: eu tenho orgulho na minha equipa e estou convencido que os ministros agiram na defesa do interesse público. É polémico mandar Abrantes 2600 sobreiros, mas estas decisões são tomadas com base em pareceres de serviços e cuja decisão foi apoiada por um presidente da câmara do PCP», salientou.
No entanto, Santana confessa que se lhe tivessem pedido a opinião teria considerado «mais prudente remeter o assunto para o Governo seguinte». Só que o assunto não chegou a Santana Lopes, uma vez que nem sequer foi discutido em Conselho de Ministros.