O PS rejeitou, esta quinta-feira, o aumento intercalar do salário mínimo nacional, proposto pelo PCP, com o argumento de que «o Governo tomará medidas para repor o poder de compra dos trabalhadores».
A rejeição do PS mereceu as críticas unânimes de toda a oposição, incluindo PSD e CDS-PP, que também votaram contra o diploma, com todos os partidos a atacarem a mudança de posição dos socialistas, que na passada legislatura (na oposição) votaram a favor de um diploma.
O projecto comunista, que contou com o voto favorável do Bloco de Esquerda e Partido Ecologista «Os Verdes», pretendia um aumento intercalar do salário mínimo nacional a partir de 1 de Julho, de 374,7 euros para 400 euros.
Perante a posição assumida pelo PS de rejeição do diploma, o PCP, pela voz do deputado Francisco Lopes, considerou que «se perdeu uma oportunidade de dar um sinal de valorização do trabalho».
Já o PSD e CDS-PP preferiram atacar as «contradições» dos socialistas, com a deputada democrata-cristã Teresa Caeiro a reavivar uma rábula da actriz Ivone Silva.