O actual vice-presidente da câmara de Lisboa considera que está «em melhores condições» para ser o candidato do PSD à autarquia. Em entrevista ao «Diário de Notícias», Carmona Rodrigues diz que são as sondagens que justificam esta sua afirmação.
Carmona Rodrigues considera estar «em melhores condições» para ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, tendo admitido que se sentirá «defraudado» se tal não acontecer.
«Neste momento, de acordo com as sondagens, estou em melhores condições de ser o candidato», afirmou o actual vice-presidente da câmara, em entrevista ao «Diário de Notícias».
O autarca da câmara da capital disse ainda ter aconselhado Santana Lopes «com amizade» a não regressar à autarquia, após a sua derrota nas legislativas de 20 de Fevereiro, que ainda não sabe se o ex-primeiro-ministro se vai recandidatar ao cargo que ocupava antes de ir para o Governo.
«Ele não se decidiu logo e eu próprio fiz-lhe ver que as circunstâncias do seu regresso não seriam as mais favoráveis. Disse-lhe isso com amizade», acrescentou.
Carmona disse ainda que estava convicto de que o PSD «por certo escolherá o que estiver mais bem colocado» para candidato à autarquia.
«Empenhei-me e isso deu frutos, algum reconhecimento e visibilidade que não tinha. Acho que não me saí mal», continuou o autarca, que diz que se «casou» com estas funções e que as prefere relativamente a ser ministro.
O vice da autarquia de Lisboa rejeitou ainda ter-se sentido «usado», até porque preservou o seu «estatuto de independente» e permaneceu na câmara porque quis e não porque se sentiu obrigado.
Carmona adiantou ainda que seria suposto que Santana Lopes já lhe tivesse dito algo sobre as eleições, mas admite que isso ainda não aconteceu porque o ex-chefe de Governo «tem que aguardar o desenlace do congresso» do PSD.
Se for o candidato social-democrata à câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues terá de defrontar o socialista Manuel Maria Carrilho, que entende não ter «muito ligação à cidade».
O autarca considerou mesmo que o ex-ministro da Cultura «a avaliar pelo que tem dito quer uma cidade cosmopolita» e que parece «querer começar a casa pelo telhado».