No anúncio formal da sua candidatura à liderança do PSD, esta quarta-feira, Luís Marques Mendes sublinhou que este não é apenas um «acto de coerência» mas sim um «dever» de conduzir o PSD a um novo rumo, que não é a «direita populista».
«O que faço (a candidatura) é em coerência com as ideias que há muito venho defendendo e que expressei no último congresso. Os resultados eleitorais vieram, infelizmente, confirmar os receios para que alertei», disse Marques Mendes.
«Mas o importante não é olhar para trás, mas sim olhar para o futuro. Assim, a minha candidatura não é apenas um acto de coerência mas também um dever, o dever de conduzir o PSD a uma nova vida», salientou.
«Quero recolocar o PSD no espaço político que lhe é próprio. O PSD não pode ser visto como partido da direita populista que não é, nunca foi e nunca deverá ser», sublinhou Marques Mendes.
Na linha deste raciocínio, o candidato à liderança sublinha que o acordo pré-eleitoral com CDS-PP deixa de fazer sentido: «O acordo pré-aleitoral que há dois meses foi celebrado com o CDS-PP tem que ser denunciado. Não se trata de menosprezo pelos populares, mas sim a necessidade de afirmar a autonomia do projecto social-democrata».