A PJ acredita que há fortes indícios de que uma alteração de legislação para permitir a construção do outlet Freeport teve como contrapartida financiamentos de campanhas do PS. No caso estão envolvidos José Sócrates e o presidente da Câmara de Alcochete.
O semanário «Independente» faz referência a um documento da PJ que indica que «diligências efectuadas (no inquérito)» apontam para a «existência de fortes indícios» de que a alteração da legislação para a construção do outlet Freeport, de Alcochete, teve como contrapartida o financiamento de campanhas socialistas.
Dentro das pessoas que estão a ser investigadas neste caso surge o nome do actual líder do PS e então Ministro do Ambiente José Sócrates, que terá estado envolvido na alteração da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, algo que de resto já negou.
A PJ estará também a investigar o envolvimento no caso do presidente da Câmara Municipal de Alcochete, o socialista José Dias Inocêncio, bem como «vários elementos do gabinete do ex-ministro com ligações a partidos»
Sob investigação estão também os assessores para o Urbanismo e para o Ambiente da autarquia, o ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza Carlos Guerra, tal como outras cinco empresas.
Segundo a edição desta sexta-feira do semanário, os investigadores têm autorização para passar a pente fino as instalações do Freeport e «têm luz verde para apreender computadores pessoais, agendas de contactos, extractos bancários ou comprovativos de depósito dos vários buscados».
Na quarta-feira, a Polícia Judiciária apreendeu documentação relativa ao projecto do centro em operações de busca no próprio complexo e na autarquia de Alcochete com um mandado por suspeita de crimes de corrupção e participação económica em negócio.