Francisco Louçã insistiu na tese dos perigos de uma maioria absoluta. O candidato do Bloco de Esquerda disse que a direita tem medo de «olhar de frente os portugueses» numa resposta a Santana Lopes que já não acredita em campanhas de rua.
Francisco Louçã voltou a alertar o eleitorado para os perigos de uma maioria absoluta PS, afirmando que caso isso venha a acontecer e não haja política sociais poder-se-á cair numa «maioria do predomínio de interesses».
Nas Caldas da Rainha, na terça-feira à noite, o candidato do Bloco de Esquerda lembrou que a maioria PSD-CDS-PP foi responsável pela imposição de «políticas de aumento do desemprego».
Depois numa referência ao último governo do PS, perguntado se então «não havia maioria para uma política orçamental correcta, para mudar a lei do aborto e para responder aos problemas essenciais da economia portuguesa?»
«Foi em todas essas matérias que os interesses falaram mais alto que a maioria do país», respondeu, algo que o faz concluir que o voto no Bloco é o voto na «diferença que faz toda a diferença».
Louçã afirmou-se ainda convicto de que caso o PS consiga a maioria absoluta irá tentar a privatização do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social, tendo ainda mostrado preocupação pelo facto de «seis cabeças-de-listas socialistas do continente serem contra a alteração» da lei do aborto.
O dirigente bloquista aproveitou ainda afirmar o que está «fora de moda» para a direita é «olhar de frente os portugueses» para responder à afirmação de Santana Lopes, onde este dizia já não acreditar nas campanhas de rua.
«Compreendo-os. Como olhar olhos nos olhos os portugueses depois desta governação», questionou-se.
Francisco Louçã desvalorizou também a polémica que envolve Cavaco Silva e a sua alegada aposta numa maioria absoluta do PS, afirmando que os portugueses «estão mais preocupados com a pobreza e o desemprego».