José Sócrates considerou, esta segunda-feira, «infeliz» o apelo do pároco da Igreja de São João de Brito de Lisboa, para que os portugueses não votem em partidos defensores do aborto, eutanásia e direitos dos homossexuais. Uma ideia partilhada por Jerónimo Sousa, enquanto Paulo Portas prefere não comentar.
Na sua homilia de domingo, transmitida em directo pela Antena 1, o padre Loreno defendeu que a vida humana vai da concepção à morte e referiu que a ética cristã reprova que seja equiparada à família «uma união de um homem com outro homem» ou de «uma mulher com outra mulher».
Falando aos jornalistas em Fátima, após uma reunião com empresários da região, o secretário-geral do PS repudiou as posições do pároco da Igreja de São João de Brito.
«Foram declarações muito infelizes, mas que o PS não valoriza, porque essas declarações não representam a posição da Igreja Católica», respondeu o líder socialista.
Também Jerónimo de Sousa, do PCP, lamentou as afirmações do pároco, lembrando que o seu partido defende o direito à vida, não podendo, no entanto, aceitar que continue a existir o aborto clandestino no país.
Já o líder do CDS-PP, Paulo Portas, adiantou que não ouviu as declarações do padre Loreno, sublinhando, deste modo, que não quer fazer uma campanha de «casos».