Se voltar ao governo, o CDS-PP pretende reduzir a zero o défice das contas públicas em 2009, sem aumentar os impostos. As medidas para alcançar o objectivo foram apresentadas após a primeira reunião entre Paulo Portas e as personalidades que integrarão um eventual Governo CDS-PP.
Não lhe querem chamar «obsessão» mas para o CDS-PP o equilíbrio das contas públicas e um imperativo nacional. O compromisso fica assumido: atingir em 2009 o pleno equilíbrio orçamental.
Para atingir esse objectivo, o CDS propõe, do lado da despesa pública, a sua redução dos actuais 44 para 41 por cento e, na área da receita, o alargamento da base tributária e a continuação do combate à fraude e evasão fiscal.
Quanto à meta de redução da despesa pública de três por cento em quatro anos, Bagão Félix considerou-a totalmente concretizável.
«Basta que para isso as despesas públicas cresçam entre 1,5 e dois por cento abaixo do crescimento do Produto Interno Bruto», afirmou, acrescentando que, por outro lado, esta medida será sustentada com o crescimento da receita fiscal entre 1 e 1,5 por cento.
No entanto, este aumento não será traduzido num aumento de impostos, dizendo Bagão Félix que este «expediente é um atestado de incompetência» à capacidade de reduzir o desperdício do Estado.
Emprego: Bagão questiona propostas do PS
Bagão Félix deixou ainda dúvidas sobre a exequibilidade de algumas das propostas do PS, como a criação de 150 mil empregos numa legislatura e a redução de 75 mil efectivos da função pública.
«Essa redução não pode ser conseguida só pela via da aposentação, tem de ser encontrada outra forma de as pessoas saírem», disse, depois de afirmar que o número de funcionários públicos entre os 55 e os 65 anos não chega aos 75 mil.