Nuno Morais Sarmento desdramatiza a carta que escreveu ao CDS-PP. Mas confirma que se mostrou desagradado com o facto de Pires de Lima ter comparado os candidatos dos dois partidos, e de Paulo Portas ter admitido acordos com o PS.
Esta manhã, na Guarda, Nuno Morais Sarmento tentou esclarecer as circunstâncias em que escreveu a carta: «É uma nota, entre partidos amigos. Uma nota de surpresa por ser um momento em que há declarações dissonantes (com o acordo pós-eleitoral estabelecido entre o PSD e o CDS-PP».
«Uma campanha eleitoral tem sempre momentos em que somos obrigados a tomar posições de identificação dos partidos, que podem demonstrar as diferenças. Mas isto só mostra o quando tem sido notável o esforço de entendimento entre os dois partidos», salientou.
Sobre as palavras de Paulo portas, admitindo acordos com PS em determinadas áreas, Morais Sarmento salienta que o PSD também subscreve esta posição.
«Percebo o que Paulo Portas quis dizer. Ele não pretendia viabilizar uma eventual governação socialista, o que queria era sublinhar que determinados assuntos estão acima dos interesses partidários», sublinhou o ministro.