António Tavares, antigo director do jornal «Linha do Oeste», da Figueira da Foz, disse à TSF que Santana Lopes, ex-autarca da cidade, fez várias pressões para acabar com o jornal por estar desagradado com um editorial publicado.
À saída do último encontro com Sampaio, o primeiro-ministro disse que nunca tinha pedido para «calar ninguém». Mas na Figueira da Foz as declarações de Santana Lopes incomodaram António Tavares.
O antigo director do jornal «Linha do Oeste», posição que ocupou durante sete anos, referiu que quando ouviu as palavras de Santana Lopes teve vontade de «pôr o dedo no ar», pois foi «vítima de uma situação que ele está a negar».
António Tavares referiu que Santana Lopes processou a publicação devido a um editorial. No entanto, em Maio de 1998, o Ministério Público arquivou o processo, mas as dificuldades com a câmara da Figueira da Foz continuaram, nomeadamente, no que respeita «à agenda».
Outro facto que António Tavares achou «estranho» foi a tentativa de compra da quota maioritária do jornal, que foi encerrado em 2001 por dificuldades financeiras, por alguém de Lisboa.
O ex-director do jornal afirma que José Manuel Braga Gonçalves - que viria a estar envolvido«meses mais tarde» no «caso» da Universidade Moderna, onde Santana Lopes foi director do centro de sondagens - estava interessado na publicação.
A TSF já contactou o gabinete do primeiro-ministro pedindo uma reacção a este caso, mas ainda não foi prestado nenhum esclarecimento.