Pedro Santana Lopes anunciou uma proposta de descentralização que está a causar alguma surpresa e desconfiança. A ideia é de transferir o Ministério da Agricultura para Santarém, o Ministério da Economia para o Porto e a secretaria de Estado do Turismo para o Algarve.
A ideia de Santana Lopes, para já, é de transferir o Ministério da Agricultura para Santarém, o Ministério da Economia para o Porto e a secretaria de Estado do Turismo para o Algarve.
Em declarações à TSF, o secretário-geral da CAP mostrou-se céptico em relação às promessas de descentralização defendidas por Santana Lopes. Luís Mira afirmou que a mudança do Ministério da Agricultura de Lisboa para Santarém é meramente simbólica e terá custos que importa avaliar.
A CAP espera, no entanto, «que uma eventual transferência do Ministério da Agricultura de Lisboa para Santarém possa facilitar a tão esperada reestruturação dos serviços do Ministério.
Também Joaquim Casimiro, secretário-geral da CNA, espera que a prometida descentralização signifique mais do que uma mudança de local.
Já o autarca de Santarém Rui Barreiro, não esconde o entusiasmo pela ideia de ter o Ministério da Agricultura sediado no seu concelho. Uma ideia acolhida com agrado também por Helder Martins, presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo.
Por seu lado, o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, afirmou que a descentralização é um caminho a percorrer e que «esta ideia é para avançar».
Oposição a ideias de Santana
Esta proposta de descentralização merece alguns reparos de Luís Bento, consultor do Instituto Nacional de Administração. Do ponto de vista político a ideia faz sentido mas do ponto de vista o processo é demorado e muito caro.
Na oposição todos os partidos estão contra a ideia do futuro primeiro-ministro, José Junqueiro, do PS, defende que as mudanças são meramente simbólicas e a ideia tem pouco conteúdo.
Também Agostinho Lopes, do PCP, considera que esta ideia de Santana Lopes é uma prova de que a demagogia de que todos falam afinal já começou.
Já Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, defende que esta é apenas mais uma das ideias do futuro primeiro-ministro.