Maria de Lurdes Pintassilgo morreu, esta madrugada, vítima de paragem cardíaca. O corpo da antiga primeira-ministra vai estar em câmara-ardente, a partir das 16:00, na Basílica da Estrela.
Maria de Lurdes Pintassilgo morrer, este sábado de madrugado, às 02:30, na sua residência em Lisboa, vítima de uma paragem cardíaca.
Este sábado celebra-se uma missa em sua memória, cerca das 21:30. No domingo realiza-se a missa de corpo presente, entre as 14:00 e as 14:30. O corpo da antiga primeira-ministra segue depois para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Uma mulher activa na política nacional
Maria de Lurdes Pintassilgo foi uma mulher que se manteve sempre activa na vida política nacional. As suas últimas declarações públicas conhecidas foram proferidas há uma semana, no final da audiência com Jorge Sampaio.
Na altura disse que «estamos perante a maior crise desde o dia 25 de Abril. São 30 anos e esses 30 anos colocam-nos neste momento perante uma crise em que somos todos poucos, para dar um pouquinho daquilo que podemos imaginar que será necessário».
No mesmo dia, Maria de Lurdes Pintassilgo revelou que gostava que o entusiasmo que reina no nosso futebol fosse um entusiasmo que nos desse outro impulso para começar nova vida.
Licenciou-se em Engenharia Química e Industrial. Depois do 25 de Abril ocupou vários cargos governamentais, tendo sido ministra dos Assuntos Sociais do II e III governos provisórios. Chegou ao lugar de primeira-ministra do V Governo Constitucional.
Depois foi embaixadora da UNESCO, consultora do Presidente Ramalho Eanes e fundou o Movimento para o Aprofundamento da Democracia, em 1986. Neste ano foi ainda candidata às eleições presidenciais.
Integrou variadas organizações internacionais e foi eleita pelo PS ao Parlamento Europeu, em 1987.
Maria de Lurdes Pintassilgo publicou várias obras, referentes ao papel da Igreja na sociedade e à ascensão das mulheres na vida política.